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Feira conjunta é proposta como vitrine de produtos e destinos da Região Turística Centro Paulista

há 3 horas
3 min de leitura

Local sugerido inicialmente é a Área de Convivência e Apoio Turístico Thaís Antônia Martinez, em Bueno de Andrada. Foto: IA/ChatGPT
Local sugerido inicialmente é a Área de Convivência e Apoio Turístico Thaís Antônia Martinez, em Bueno de Andrada. Foto: IA/ChatGPT

A Região Turística Centro Paulista começou a discutir a criação de uma feira regional para reunir produtos, produtores e artesãos dos municípios integrantes e ampliar a divulgação conjunta do território. A proposta foi apresentada nesta terça (15), durante o 3º encontro da Instância de Governança Regional (IGR), realizado em Motuca.


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A iniciativa foi apresentada pela presidente da IGR Centro Paulista, Taísa Ferreira Lima, durante a reunião que reuniu representantes de municípios da região na Câmara Municipal. A primeira sugestão é realizar o evento no período de Natal, possivelmente em 5 de dezembro, na Área de Convivência e Apoio Turístico "Thais Antonia Martinez", em Bueno de Andrada, distrito de Araraquara.

 

A proposta pretende criar uma vitrine coletiva para a Região Turística Centro Paulista, atualmente formada por 13 municípios, permitindo que as cidades apresentem produtos, atividades e características locais em um mesmo evento. “O objetivo inicial é da região turística se mostrar ”, destacou Taísa.

 

Produtos locais como atração

O modelo discutido prevê a participação de produtores e artesãos dos municípios, que poderiam levar alimentos, bebidas, artesanato e outros produtos ligados às atividades desenvolvidas em suas cidades. A estratégia, de acordo com a presidente da IGR Centro Paulista, é utilizar esses produtos como instrumentos de apresentação dos municípios. Em vez de cada cidade divulgar isoladamente suas atividades, a feira funcionaria como uma ação conjunta da Região Turística Centro Paulista.

 

Experiência em Catanduva

A proposta aproveita experiências já realizadas pelos integrantes da região. Uma das principais referências apresentadas foi a Feira Turística do Interior, realizada no início de 2026, em Catanduva, com a participação de Araraquara, Itápolis, Matão e Motuca, com representantes do Assentamento Monte Alegre. A experiência serviu de referência para a discussão de uma feira organizada dentro da própria região. Uma segunda edição da Feira Turística do Interior também está sendo articulada, e os municípios interessados poderão participar das discussões preparatórias.

 

Sugestão de Bueno de Andrada

A primeira sugestão de local para a feira regional é a Área de Convivência e Apoio Turístico Thaís Antônia Martinez, em Bueno de Andrada. O espaço foi construído com recursos da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo e já havia sido pensado também para atividades de integração regional. Outro argumento apresentado foi o movimento de visitantes existente no distrito. A metodologia discutida consiste em utilizar inicialmente um lugar com fluxo consolidado como vitrine para apresentar a Região Turística Centro Paulista e, a partir dessa exposição, estimular o público a conhecer seus demais destinos.

 

A estratégia gerou debate. O vice-presidente do Comtur de Motuca, Marcos Macedo Garabetti, questionou se um evento destinado a fomentar o turismo regional não deveria ocorrer em cidades ou locais ainda pouco conhecidos, de modo a levar diretamente visitantes a esses destinos.

 

Em contraponto, foi defendido que a primeira edição poderia aproveitar um ponto que já recebe público para apresentar os municípios e seus produtos. Depois, a iniciativa poderia circular por outras cidades.  

 

Evento poderá circular pela região

A realização em Bueno de Andrada não foi definida como modelo permanente. A discussão apontou para a possibilidade de a feira se tornar itinerante, com edições em diferentes municípios. Essa alternativa permitiria combinar dois objetivos: utilizar eventos para divulgar coletivamente a Região Turística Centro Paulista e, ao mesmo tempo, estimular o deslocamento de visitantes entre as cidades.

 

Decisão será conjunta

Apesar de Bueno de Andrada e 5 de dezembro terem sido apresentados como referências iniciais, Taísa ressaltou que nenhuma das duas propostas estava aprovada. “É uma sugestão, gente, não é escolha ainda”, afirmou durante o debate. Mais adiante, reforçou: “O grupo decide, não sou só eu que decido”. A metodologia definida foi consultar os municípios antes de avançar na organização. Os integrantes deverão informar se têm interesse em participar, indicar produtores ou produtos e apresentar alternativas para realização da feira. O prazo estabelecido durante o encontro foi 25 de setembro. Até essa data, a IGR deverá receber manifestações dos municípios interessados e outras sugestões de locais para, posteriormente, definir coletivamente os próximos passos.

 
 
 

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