Voluntários apontam retrocesso em queda na previsão de recursos aos animais na gestão Fábio
- Redação

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A previsão de recursos destinados a ações voltadas aos animais em Motuca foi reduzida de R$ 50 mil para R$ 20 mil no Plano Plurianual (PPA), elaborado pela gestão do prefeito Fábio Chaves, com previsão até 2029. O valor anterior havia sido incluído no orçamento municipal em 2022, na gestão do ex-prefeito João Ricardo Fascineli, após articulação de ativistas da cidade com apoio de vereadores.
Uso de recursos próprios
A administração passada usou recursos próprios para o primeiro mutirão de castrações, com foco em animais machos, além de adquirir vacinas e medicamentos para enfrentar um surto histórico de cinomose, após a criação de um abaixo-assinado pelos voluntários. Porém, foi utilizada quantidade ínfima do montante previsto no orçamento municipal. Foram realizados mutirões, mas com recurso estadual de R$ 50 mil por meio de emenda parlamentar. Outra emenda, de mesmo valor, não foi utilizada por Ricardo com a justificativa de não ter demanda e teve que ser devolvida pela atual gestão pelo término da vigência do prazo.
Sem ações
Segundo informações reunidas por voluntários que atuam na causa animal, até o momento não foram realizadas novas ações com os recursos previstos no orçamento. A última castração ocorreu em dezembro de 2023.
"Bem-estar animal"
Outro avanço apontado por ativistas é a alteração da nomenclatura da ficha municipal de “controle de zoonoses” para “bem-estar animal”. A mudança amplia o escopo de ações que podem ser desenvolvidas com os recursos destinados à área.
Castrações no segundo semestre
Está prevista para o segundo semestre a realização de novos mutirões de castração por meio de convênio firmado com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL). A iniciativa deverá permitir a retomada das ações de controle populacional de animais no município.
Necessidade de ações
A voluntária Érica Falvo, cuja mãe, a saudosa ativista Claudete de Mello Falvo, dá nome à Clínica Melhor Amigo, atualmente sem uso, avalia como retrocesso a diminuição dos recursos, mas aponta a necessidade de que sejam usados. "Tem muita coisa para fazer. Mas é preciso ter o mínimo em Motuca, que é o controle populacional pelas castrações”, destaca.




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