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Saúde reforça a prevenção e a comunicação em caso de aparecimento de escorpiões

Esorpião encontrado na casa de Alessandre Carreira, morador do Centro de Motuca. Foto: Arquivo pessoal
Esorpião encontrado na casa de Alessandre Carreira, morador do Centro de Motuca. Foto: Arquivo pessoal

“Em menos de três meses achei três escorpiões aqui em casa. Minha casa é limpa, não tem entulho, não tem nada. Estou bem preocupado, não sei o que está acontecendo”, relata o morador Alessandre Manoel Carreira, ao descrever a presença frequente do animal em sua residência, em Motuca.


O caso não é isolado e acompanha um aumento na aparição de escorpiões no município, especialmente em períodos de calor e chuvas. Diante desse cenário, o Departamento Municipal de Saúde reforçou orientações à população durante reunião do Conselho Municipal de Saúde.


Segundo a agente de controle de vetores e presidente do Conselho, Suzeley Moreira, a limpeza dos quintais, embora importante, não resolve o problema sozinha. “Os escorpiões podem chegar às casas levados pela enxurrada ou pela rede de esgoto. Por isso, é essencial adotar outras medidas dentro da residência”, explica.


Entre as principais recomendações estão:

  • manter ralos de pias e banheiros tampados

  • vedar saídas de esgoto

  • afastar camas e berços das paredes

  • sacudir roupas, lençóis e cortinas antes do uso, principalmente em casas com crianças.


Outro ponto destacado por Suzeley é a importância da comunicação com o poder público. “É fundamental que o morador notifique sempre que encontrar um escorpião, mesmo que não haja picada. Isso permite mapear as áreas de risco e orientar ações de controle”, explica.


As notificações são registradas no Sistema Escorpio, ferramenta da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), que auxilia no monitoramento da presença dos animais e no planejamento de medidas preventivas. O sistema faz parte do Programa de Assessoria aos Municípios (PAM Escorpião), que organiza ações de vigilância, capacitação e controle em todo o estado de São Paulo.


A agente também faz um alerta sobre os riscos à saúde em caso de acidente. “Se houver picada, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente quando envolve crianças e idosos, que são mais vulneráveis a complicações”, ressalta.


Apesar da preocupação, especialistas alertam que o uso de inseticidas não é indicado. “Não existe veneno recomendado para eliminar escorpiões em áreas urbanas. Produtos químicos podem não funcionar e ainda espalhar os animais para outros locais”, esclarece Suzeley.


Em caso de encontro com o animal, a orientação é evitar contato direto, realizar a captura com segurança utilizando recipiente plástico com tampa e acionar a Vigilância Sanitária. O material coletado contribui para a identificação das espécies e para o monitoramento da infestação.

 
 
 

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