Transformando arte em renda! Evento marca início de projeto com artesãs locais
- Redação

- 4 de jul. de 2025
- 2 min de leitura

O Centro Comunitário de Motuca sediou na terça (1) o primeiro encontro "Café com Crochê", iniciativa do Sebrae em parceria com a Prefeitura, que reuniu artesãs locais para discutir empreendedorismo e desafios de comercialização. Com o lema "Um encontro para quem transforma talento em arte", o evento marcou o início de um projeto estratégico para fortalecer a economia criativa no município.
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Objetivos e propostas
Promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a Prefeitura de Motuca, por meio do Departamento de Desenvolvimento Econômico, o "Café com Crochê" surge com a proposta de unir terapia manual e geração de renda. De acordo com a idealizadora Jucilene Soares (Jussa), gestora do Sebrae Aqui em Motuca, a inspiração partiu de experiências pessoais: "O crochê é autoterapia. Quando você faz, trabalha mente e mãos. Transformar isso em renda – e em risos – é o ideal", destacou.
Larissa Scatolin, analista de negócios do Sebrae, responsável pela orientação técnica, explicou o foco da iniciativa: "A ideia é montar um grupo para produzir em conjunto e, quem sabe, criar uma loja colaborativa". O foco são mulheres artesãs – especialmente dedicadas a crochê, doces caseiros e costura. A analista enfatizou o caráter prático: "Vamos unir quem quer ensinar, aprender ou apenas conviver. Depois, focaremos em quem já produz para vender, afinando a feira".
A atividade inclui capacitações em:
Redes sociais (criação de perfis, fotografia de produtos);
Gestão financeira (precificação, cálculo de custos);
Networking (troca de saberes entre artesãs).
Desafios
Vera Lúcia dos Santos Pereira, moradora do Assentamento Monte Alegre 4, possui experiência na atividade. Ela criou e gerencia o negócio "Caseirices da Vera". Participa de cursos, inclusive com o Sebrae, organiza coffee breaks e feiras, onde expõe os produtos que fabrica artesanalmente, como trabalhos com crochê, doces e pães. Ela relatou o que considera o principal obstáculo na atividade. "O problema é o escoamento dos produtos. Precisamos de união e apoio para conquistar espaços", considerou.
Já Alzenir Beatriz Ferreira, moradora da área urbana, com 20 anos de experiência em artesanato, com trabalhos voltados ao crochê, costura e petior (atividade com retalhos), apontou a necessidade de reconhecimento dos trabalhos pela sociedade: "É preciso valorizar o artesanato local. Vejo pessoas vendendo produtos, mas não foi ela quem fez. Foi buscar em Ibitinga ou na 25 de março". De acordo com artesã, é preciso um apoio maior também do poder público.
Ambas relataram dependência de divulgação caseira (Facebook, WhatsApp) e a falta de feiras regulares – iniciativa que já existiu sob gestões anteriores, mas foi descontinuada.
Próximos passos
O grupo definiu ações como:
Encontros periódicos: Dia específico na semana, no Centro Comunitário;
Networking imediato: Na próxima reunião, cada participante trará um cartão caseiro com contatos e habilidades;
Capacitações técnicas: Oficinas de Instagram, Marketplace e fotografia de produtos.
Feira colaborativa: Com barracas para venda direta, com apoio da Prefeitura para alvarás e fechamento de ruas;
Mais informações:
Sebrae Aqui Motuca. Telefone: (16) 3348-1690




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