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Separação da Assistência Social e cargo de Fiscal Tributário são aprovados

Na 7ª Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Motuca, realizada ontem (4), os vereadores deliberaram sobre três Projetos de Lei Complementar (PLC) enviados pelo Poder Executivo, com a provação de duas propostas de reestruturação administrativa e no adiamento de uma reforma no sistema tributário local.


Íntegra da Sessão:


Desmembramento da Assistência Social e Saúde

O Projeto de Lei Complementar nº 08/2026, que prevê o desmembramento do Departamento de Saúde, Assistência e Promoção Social em duas pastas independentes, foi aprovado com um voto contrário. A medida foi apresentada com a justificativa de adequar a administração às diretrizes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e permitir que o município receba repasses específicos para cada área.


A vereadora Danielle Mércia Petrazzo Facinelli, autora do voto contrário, justificou sua posição apontando a falta de funcionários concursados na nova estrutura da Assistência:

"Não tem nenhum cargo concursado para ser subordinado a esses três cargos... não vai ter hierarquia. Para mim, no meu pensar hoje, não é a hora".

Por outro lado, o vereador Gilson Alexandre Guerreiro defendeu a aprovação argumentando ganhos financeiros para a cidade:

"O município consegue atender melhor as regras do governo e, seguindo essas regras, a cidade passa a ter direito a receber mais recursos e mais repasses. Então não é um gasto sem retorno, pois a própria pasta depois vai arrecadar o gasto com esses cargos".

O presidente da Casa, Alison de Souza Mares Rodrigues, reforçou o apoio à medida:

"No meu ponto de vista foi certeiro a aprovação desse projeto... a prefeitura em breve, num momento oportuno, acredito que entre 2 meses, 3 meses, estará realizando aí o concurso público"

Criação do Cargo de Fiscal Tributário

Também foi aprovado com um voto contrário o Projeto de Lei Complementar nº 09/2026, que cria o cargo efetivo de Fiscal Tributário. O objetivo do governo é fortalecer a fiscalização e a arrecadação municipal diante das mudanças no cenário tributário nacional.


A vereadora Danielle também manifestou objeção em razão do valor salarial proposto:

"O valor é de R$ 2.641,01. Então, para uma responsabilidade dessa, de chefe tributário, é muito baixo esse salário. Ficou mal formulado esse valor".

Reorganização do sistema tributário é adiado

O Projeto de Lei Complementar nº 10/2026, que trata da adequação da administração tributária municipal às normas da Emenda Constitucional nº 132/2023 (Reforma Tributária) e institui mecanismos de integração ao comitê gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), teve sua votação postergada. A retirada do projeto da Ordem do Dia ocorreu após a vereadora Danielle apresentar um pedido de vista, aprovado por unanimidade, sob o argumento de que o texto "necessita de melhores estudos para ser deliberado". Durante sua fala na tribuna, a vereadora detalhou críticas técnicas e administrativas sobre a redação do projeto.

 
 
 

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