Motuca possui 5 casos prováveis de dengue em janeiro; em todo o ano passado chegaram a 19
- Redação

- 29 de jan. de 2025
- 2 min de leitura
Motuca já registrou neste mês cinco casos prováveis de dengue, sendo três confirmados por quadro clínico epidemiológico e um por exame laboratorial. O último ainda é considerado suspeito, mas com sintomas e características que apontam para a infecção. No ano passado, foram 19 no total. As informações são do Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde (acesse).
Quatro dos casos foram registrados na segunda semana epidemiológica (entre cinco e onze de janeiro) e um na terceira (entre doze e dezoito de janeiro). Três são homens e dois são mulheres. Não há informações sobre a gravidade dos sintomas.
Em todo o Brasil já são 162.670 casos prováveis e 31 mortes, com 176 em investigação. São Paulo lidera o número de óbitos, com 21, que representa 67% do total. O Estado possui 89.679 casos prováveis.
Epidemia histórica
Motuca registrou em 2022 recorde de contaminações pelo vírus da dengue, com mais de 300 casos. Somou-se a isso a maior severidade da doença, com inúmeros moradores precisando de cuidados especiais por complicações. Já em 2023, as contaminações caíram para quatro. .
A chegada das chuvas levanta a preocupação das autoridades com o retorno dos casos. Durante todo o ano, agentes de controle de vetores ligados à Vigilância Sanitária Municipal visitam residências no trabalho denominado "casa a casa" com o intuito de monitorar e orientar moradores sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Sobre a Dengue
A dengue é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em água parada e é mais comum em áreas tropicais e subtropicais. A infecção pelo vírus pode causar uma ampla gama de sintomas, que variam de leves a graves, e, em alguns casos, pode levar a complicações sérias, como a dengue hemorrágica.
Causas e Transmissão
A dengue é causada por quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). A transmissão ocorre quando um mosquito fêmea infectado pica uma pessoa, injetando o vírus na corrente sanguínea. Após a infecção, a pessoa pode desenvolver imunidade a esse sorotipo específico, mas pode contrair a doença novamente se for infectada por um dos outros sorotipos.
Sintomas
Os sintomas da dengue geralmente aparecem de 4 a 10 dias após a picada do mosquito infectado e podem incluir:
Febre alta repentina
Dor de cabeça intensa
Dor atrás dos olhos
Dores musculares e articulares
Náuseas e vômitos
Erupções cutâneas
Em casos mais graves, a dengue pode evoluir para dengue hemorrágica, que se caracteriza por sangramentos, diminuição das plaquetas no sangue e, em situações extremas, choque e morte.
Diagnóstico
O diagnóstico da dengue é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais. Os médicos avaliam os sintomas e podem solicitar exames de sangue para detectar a presença do vírus ou anticorpos específicos.
Tratamento
Atualmente, não existe um tratamento antiviral específico para a dengue. O manejo da doença é geralmente sintomático, focando no alívio dos sintomas
Prevenção
A prevenção da dengue é fundamental e envolve medidas para controlar a população de mosquitos e evitar picadas. Algumas estratégias incluem:
Eliminar locais de reprodução do mosquito, como recipientes com água parada.
Usar repelentes de insetos e roupas de manga longa.
Instalar telas em janelas e portas para evitar a entrada de mosquitos.
Promover campanhas de conscientização na comunidade sobre a importância da prevenção.


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