Conselho de Saúde discutiu recepção do Centro Médico, dengue e limpeza urbana. Confira
- Redação

- 13 de jun. de 2025
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A carência de recepcionistas no Centro Médico Octávio Thomaz de Aquino foi um dos assuntos debatidos na última reunião do Conselho Municipal de Saúde, realizada no final de maio.
O problema, descrito como crônico e que impacta diretamente a qualidade do atendimento, foi também alvo de cobranças na Câmara Municipal, nos discursos da vereadora Vera (acesse) e do presidente Alison (acesse). Para solucioná-lo, a Prefeitura anunciou na quarta (11) (acesse) licitação para a contratação de empresa especializada no fornecimento de mão de obra destinada à função.
Durante a reunião do Conselho de Saúde, foi revelado que o município conta com um número exíguo de profissionais concursados para o trabalho. Essa escassez é notada principalmente em horários de pico, especialmente nas manhãs de quarta e quinta-feira, quando quatro médicos estão atendendo. Também foi mencionada a necessidade de seguir protocolos, com o intuito de proporcionar atenção adequada e privacidade aos pacientes.
Outros assuntos da reunião
Enfrentamento da dengue
A escassez de recursos humanos também foi mencionada no trabalho de prevenção contra a dengue. A equipe de controle de vetores, composta por apenas dois servidores, é considerada insuficiente para atender a demanda, especialmente em épocas de surto. Também demonstrou-se a necessidade de planejamento prévio antes do período de chuvas, quando a transmissão se intensifica. Outro ponto levantado foi a aplicação de inseticida conhecido como "fumacê", realizado no mês passado pela Prefeitura após cobranças da população e de vereadores. Foi destacada a necessidade de seguir protocolos para sua utilização. Alguns participantes questionaram se o método tem efeito real ou se apenas dá uma falsa sensação de segurança à população. Enquanto alguns defendem sua utilização, outros argumentam que, sem a eliminação dos criadouros, o fumacê não resolve o problema, apenas mascara temporariamente a situação. Também foi apresentado erro nas notificações dos casos de dengue pelo município ao Ministério da Saúde, com a inserção de registros positivos duplicados, o que acarreta em um cenário epidemiológico maior que o real.
Descarte irregular de lixo na cidade
Os participantes relataram situações como acúmulo de lixo próximo aos limites da zona urbana, em áreas próximas a canaviais e matas, em terrenos baldios e até mesmo nas ruas da cidade. Apontou-se também a grande quantidade de lixo gerada após eventos públicos, jogada no chão invés de ser depositada em locais apropriados, como lixeiras e espaços para materiais recicláveis. Foi apontado que o problema deve ser enfrentado em razão de ser uma preocupação com a saúde pública, pois acarreta em proliferação de doenças como a dengue e de animais peçonhentos. Os debates apontaram para a necessidade de estratégias integradas que combinem fiscalização, conscientização e mudança cultural para resolver o problema.
Vacinação
Confirmou-se um "Dia D" de vacinação focado na gripe (Influenza). Pessoas com carteirinhas desatualizadas poderiam aproveitar para colocar outras vacinas em dia. Houve uma reflexão sobre a queda na adesão às campanhas de vacinação em comparação com anos anteriores, quando se atingia 95-96% de cobertura. Antigamente, as campanhas eram mais concentradas, começando na quarta-feira e encerrando no sábado, com busca ativa em sítios e fazendas. A flexibilização e prorrogação das campanhas atuais, além de mudanças na mentalidade da população e a influência de campanhas antivacina na internet, foram apontadas como possíveis causas da baixa adesão. Mencionou-se que a vacina da gripe deste ano não estava causando dor no local da aplicação.




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