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Pior geada em 27 anos atinge canaviais da região já prejudicados com estiagem e queimadas

Foram duas madrugadas de frio intenso na última terça (29) e quarta (30). A queda abrupta da temperatura, abaixo ou próxima de zero grau, propiciou o surgimento do que já é considerada a pior geada dos últimos 27 anos na região. Passados alguns dias, é possível avaliar os danos causados nas culturas agrícolas. A cana-de-açúcar é uma das mais prejudicadas, principalmente as plantações localizadas em baixadas próximas a rios e córregos.


“Desde 1994 não víamos uma com essa intensidade. Antes, somente em 1985, quando tivemos a geada negra”, ressalta José Luiz de Laurentiz Sobrinho, produtor de cana de Motuca, que teve parte de sua plantação afetada. De acordo com ele, o fenômeno climático soma-se a outros fatores que vem prejudicando o setor como a chuva abaixo da média nos últimos dois anos e queimadas. “Já estamos prevendo queda de produção de até 40% comparando com o ano passado”, aponta.


Dependendo da intensidade, a geada na cana pode prejudicar a produção de sacarose, diminuir o peso, gerar brotação lateral e, em casos mais drásticos, devastar a plantação. “Nos dez dias seguintes, o produtor deve mapear as áreas afetadas, tirar dez amostras de cana de três a cinco pontos e ver se houve a morte do meristema apical, localizado na parte superior da planta”, explica Lautinê Antonelli, engenheiro agrônomo da Canasol (Associação dos Fornecedores de Cana de Araraquara).


Para evitar perdas significativas, de acordo com Antonelli, é preciso antecipar a colheita em canaviais afetados. "As áreas de cana planta ou de soqueira que tenham de um a três entrenós devem ser roçadas para que haja uma nova brotação. Já as áreas com plantas sem entrenós conseguem se recuperar sem nenhum tipo de manejo”, complementa.


Veja fotos de canaviais afetados pela geada:


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