Gilson defende ações permanentes de inclusão e justifica voto contrário a gratificação de Comissões
O vereador Gilson Alexandre Guerreiro defendeu a continuidade de ações de inclusão e acessibilidade para além das datas de conscientização e justificou seu voto contrário ao valor da gratificação prevista para servidores que integram comissões de sindicância e Processos Administrativos Disciplinares (PADs). Os assuntos foram abordados durante as explicações pessoais da 14ª Sessão Ordinária da Câmara de Motuca, realizada em 21 de setembro.
Assista:
Ao iniciar o pronunciamento, Gilson realizou sua autodescrição e lembrou que 21 de setembro marca o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. O parlamentar também mencionou o Setembro Verde, relacionado à inclusão e acessibilidade, e o Setembro Amarelo, de valorização da vida.
Gilson recordou que, há cerca de um ano, a Câmara aprovou iniciativa relacionada à autodescrição e afirmou que a prática passou a fazer parte das Sessões. Segundo o vereador, medidas de inclusão precisam permanecer mesmo após o encerramento das campanhas de conscientização.
“As campanhas terminam, mas as pessoas continuam precisando ser vistas, ouvidas, respeitadas e incluídas nos outros 364 dias do ano”, afirmou.
Autodescrição e acessibilidade
Gilson agradeceu à Câmara e aos envolvidos na adoção da autodescrição e fez menção ao vereador Wallace, que também mantém a prática durante seus pronunciamentos.
Para o parlamentar, iniciativas de acessibilidade devem ser incorporadas à rotina e não ficar restritas a campanhas ou datas específicas.
“Que a acessibilidade não seja lembrada apenas em setembro, que o autismo não seja lembrado apenas em abril, que a inclusão não exista apenas em nossas palavras, que ela esteja nas nossas atitudes”, declarou.
Segundo Gilson, a permanência da autodescrição nas Sessões demonstra que mudanças consideradas pequenas podem contribuir para reduzir barreiras de acessibilidade.
Gratificação para integrantes de comissões
Gilson justificou seu voto contrário ao projeto que prevê gratificação mensal de R$ 1 mil para cada servidor integrante de comissões de sindicância e de Processos Administrativos Disciplinares.
O vereador ressaltou que sua posição não é contrária aos servidores nem à atuação das Comissões. A divergência, segundo ele, está no valor da gratificação e na criação de uma nova despesa permanente.
Gilson citou o estudo encaminhado com a proposta, que, conforme relatou, considera seis servidores e estima impacto de R$ 72 mil por ano a partir de 2027.
“Meu voto é contrário à criação dessa gratificação nos valores propostos”, explicou.
Vereador defende discussão sobre prioridades
Gilson afirmou que o valor poderia ter sido discutido de forma mais aprofundada, com possibilidade de uma gratificação menor, adoção de outros critérios ou modelo diferente de implantação.
Para exemplificar seu posicionamento, citou a necessidade de uma impressora colorida na Creche Escola Cátia Regina e demandas na área de Esportes. Segundo o vereador, essas necessidades devem ser consideradas na discussão sobre a destinação dos recursos públicos.
“Antes de criarmos uma nova despesa, precisamos ter certeza que ela é necessária, proporcional, compatível com as prioridades da nossa população”, afirmou.
O parlamentar acrescentou que poderia adotar posicionamento diferente caso a proposta apresentasse outro valor e critérios que considerasse mais adequados à realidade financeira do município.





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