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Tuca justifica voto contrário a gratificação e questiona prioridades de gastos da Prefeitura

há 9 minutos
2 min de leitura

O vereador Marcos Donizete Rodrigues Faria (Tuca) justificou seu voto contrário ao projeto que cria gratificação para servidores integrantes de comissões municipais e questionou as prioridades na aplicação dos recursos públicos. O posicionamento foi apresentado durante as explicações pessoais da 14ª Sessão Ordinária da Câmara de Motuca, realizada em 21 de setembro.


Assista:

 

Tuca afirmou que sua decisão não está relacionada aos servidores que deverão exercer as funções, mas à criação da nova despesa diante de outras demandas que, segundo ele, permanecem sem atendimento.

 

Para exemplificar, o parlamentar mencionou uma indicação apresentada há cerca de dois anos para a construção de uma lombada. Segundo Tuca, ao cobrar a realização do serviço, recebe como resposta que não há recursos disponíveis. 

“Não tem dinheiro para fazer uma lombada aí de R$ 2.500, R$ 3.000. Aí você abre R$ 72 mil anual, então não sei qual que é a lógica”, declarou. 

Vereador diz não ser contrário aos servidores

Durante o pronunciamento, Tuca ressaltou que seu posicionamento não representa oposição aos funcionários públicos nem aos servidores que deverão integrar as comissões. 

“Não tem nada contra os trabalhadores públicos”, afirmou.

 O vereador explicou que sua divergência está relacionada à criação da despesa neste momento. Para ele, caso o município não disponha de recursos para atender outras demandas apresentadas ao Executivo, a implantação da gratificação poderia ser adiada. 

“Se não tem dinheiro, aguarda um pouco mais para frente”, disse.

 Tuca chegou a considerar pedido de vista

O parlamentar também relatou que chegou a considerar a possibilidade de pedir vista do projeto, o que permitiria ampliar a análise da matéria antes da votação.

 

Tuca afirmou, no entanto, que desistiu da iniciativa após acompanhar as manifestações dos demais vereadores e decidiu registrar seu voto contrário.

 

Ao encerrar, destacou que cada parlamentar tem autonomia para definir seu posicionamento sobre as matérias analisadas pela Câmara:

“Cada um escolhe, né? Tem o livre-arbítrio de escolher o seu voto”.

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