Tuca justifica voto contrário a gratificação e questiona prioridades de gastos da Prefeitura
O vereador Marcos Donizete Rodrigues Faria (Tuca) justificou seu voto contrário ao projeto que cria gratificação para servidores integrantes de comissões municipais e questionou as prioridades na aplicação dos recursos públicos. O posicionamento foi apresentado durante as explicações pessoais da 14ª Sessão Ordinária da Câmara de Motuca, realizada em 21 de setembro.
Assista:
Tuca afirmou que sua decisão não está relacionada aos servidores que deverão exercer as funções, mas à criação da nova despesa diante de outras demandas que, segundo ele, permanecem sem atendimento.
Para exemplificar, o parlamentar mencionou uma indicação apresentada há cerca de dois anos para a construção de uma lombada. Segundo Tuca, ao cobrar a realização do serviço, recebe como resposta que não há recursos disponíveis.
“Não tem dinheiro para fazer uma lombada aí de R$ 2.500, R$ 3.000. Aí você abre R$ 72 mil anual, então não sei qual que é a lógica”, declarou.
Vereador diz não ser contrário aos servidores
Durante o pronunciamento, Tuca ressaltou que seu posicionamento não representa oposição aos funcionários públicos nem aos servidores que deverão integrar as comissões.
“Não tem nada contra os trabalhadores públicos”, afirmou.
O vereador explicou que sua divergência está relacionada à criação da despesa neste momento. Para ele, caso o município não disponha de recursos para atender outras demandas apresentadas ao Executivo, a implantação da gratificação poderia ser adiada.
“Se não tem dinheiro, aguarda um pouco mais para frente”, disse.
Tuca chegou a considerar pedido de vista
O parlamentar também relatou que chegou a considerar a possibilidade de pedir vista do projeto, o que permitiria ampliar a análise da matéria antes da votação.
Tuca afirmou, no entanto, que desistiu da iniciativa após acompanhar as manifestações dos demais vereadores e decidiu registrar seu voto contrário.
Ao encerrar, destacou que cada parlamentar tem autonomia para definir seu posicionamento sobre as matérias analisadas pela Câmara:
“Cada um escolhe, né? Tem o livre-arbítrio de escolher o seu voto”.





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