Ano letivo na rede estadual começou hoje (2); municipal retorna no dia 18 de fevereiro
- Redação

- há 2 horas
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O ano letivo de 2026 nas escolas estaduais de São Paulo começou nesta segunda-feira (2) para cerca de 3,1 milhões de estudantes matriculados em mais de 5 mil unidades de ensino em todo o estado. O retorno às aulas é marcado por uma série de mudanças anunciadas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), com foco na ampliação de oportunidades, recomposição da aprendizagem e fortalecimento da gestão escolar. A rede municipal de ensino retorna no dia 18.
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Entre as principais novidades está a expansão do Ensino Médio Técnico, que alcança neste ano 231 mil matrículas em 2.212 escolas — número significativamente superior ao registrado em 2023, quando havia 35 mil vagas. A rede passa a oferecer 11 cursos técnicos, incluindo novas formações em eletrônica e meio ambiente, além de parcerias com o Senai-SP e o Senac-SP, que ampliam o leque de qualificações profissionais disponíveis aos estudantes.
Outra frente de destaque é o fortalecimento do Programa BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio). Em 2025, a iniciativa encerrou o ano com 10 mil estudantes contratados por empresas parceiras, com bolsas que podem chegar a R$ 851,46. Para 2026, a expectativa é a abertura de mais 30 mil vagas de estágio até o segundo semestre, ampliando a inserção dos jovens no mercado de trabalho ainda durante a vida escola.
O início do ano letivo também marca a implementação do modelo de Escola Cívico-Militar em 100 unidades estaduais, distribuídas por 89 municípios. As escolas seguem o Currículo Paulista e contam com apoio de monitores militares em atividades de segurança, disciplina e acolhimento. O desempenho desses profissionais será avaliado periodicamente por diretores e estudantes.
Na área pedagógica, a Seduc-SP amplia o programa de tutoria e recomposição de aprendizagem para estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com foco em língua portuguesa e matemática. Nos anos finais, o número de escolas participantes sobe de 2.800 para 3.400, atendendo alunos com maiores defasagens nessas disciplinas.
Os avanços na alfabetização também são destacados. Dados da Avaliação de Fluência Leitora mostram que 76% dos estudantes do 2º ano apresentam leitura adequada para a idade, aproximando a rede estadual da meta de 90% de crianças alfabetizadas aos sete anos. Em comparação com 2023, houve redução expressiva no número de alunos nos níveis mais críticos de pré-leitura.
Por fim, mudanças na estrutura de gestão escolar entram em vigor em 2026. A partir deste ano, o número de gestores passa a ser proporcional ao total de alunos atendidos em cada unidade. Todas as escolas terão, no mínimo, um diretor, um coordenador pedagógico e um gerente de organização escolar, além da ampliação do número de agentes de organização escolar.
Com as medidas, o governo estadual afirma buscar a melhoria dos índices educacionais e o fortalecimento da aprendizagem do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, dando início a um ano letivo marcado por ajustes estruturais e novas políticas educacionais.




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