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A poesia de Manuel Bandeira


Poeta e escritor brasileiro, Manuel Bandeira foi um dos pioneiros do modernismo. Foi enquanto se tratava de uma tuberculose que escreveu seus primeiros poemas. Impedido de sair de casa, observava as pessoas de sua janela e extraía dessa vida diária sua poesia. A obra de Bandeira não apresenta qualquer dificuldade de interpretação e destaca-se pela pureza e precisão: diz tudo brevemente embora tenha sido um dos poetas mais cultos de sua geração. Segundo Carlos Drummond de Andrade, é de Manuel Bandeira a mais bela perspectiva sobre a morte escrita nos versos de “Consoada”. Leia abaixo:

Consoada

Quando a Indesejada das gentes chegar

(Não sei se dura ou caroável),

talvez eu tenha medo.

Talvez sorria, ou diga:

- Alô, iniludível!

O meu dia foi bom, pode a noite descer.

(A noite com os seus sortilégios.)

Encontrará lavrado o campo, a casa limpa, A mesa posta,

Com cada coisa em seu lugar.

Texto originalmente publicado na 24ª edição no Jornal Cenário.

Acesse o acervo do periódico.


#cultura #anaroma

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