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“É uma conquista que iniciou no chão da sala”, exalta articuladora, sobre o Selo Prata de Motuca na educação


A diretora de educação Elisabeth Legramandi com a articuladora municipal, Tânia Lopes. Foto: Divulgação
A diretora de educação Elisabeth Legramandi com a articuladora municipal, Tânia Lopes. Foto: Divulgação

Motuca foi reconhecida neste mês com o Selo Prata de excelência na edição 2025 do Programa Estadual Alfabetiza Juntos SP, desenvolvido pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) com o objetivo de garantir que alunos das redes municipais e estadual estejam alfabetizados até o final do segundo ano do Ensino Fundamental. O Prêmio foi comemorado pela articuladora municipal, Tânia Lopes Ferreira Pereira, em entrevista ao Cenário.

“É uma conquista que iniciou no chão da sala, e é graças ao trabalho em conjunto, com os professores e gestores, que as coisas funcionam”, exalta ela.


 Prêmio foi entregue pelo governador Tarcísio ao prefeito Fábio Chaves. Foto: Divulgação
 Prêmio foi entregue pelo governador Tarcísio ao prefeito Fábio Chaves. Foto: Divulgação

Cerimônia em São Paulo

O Prêmio foi entregue pelo governador Tarcísio de Freitas ao prefeito Fábio de Menezes Chaves em cerimônia realizada na última terça (17), no Memorial da América Latina, em São Paulo. O evento reuniu mais de 2.000 pessoas. Além do prefeito Fábio e da articuladora Tânia, também esteve presente a diretora de educação, Elisabeth Rabalho Legramandi.


Aprendizado na idade certa

O Programa foi implementado em 2023 para enfrentar os impactos negativos do isolamento social na educação básica durante a pandemia da Covid-19. Segundo Tânia, os índices de aprendizagem sofreram uma queda significativa no período. “Eu falo que

o aprendizado nem caiu, mas despencou”, resume. O foco agora, explica ela, é reduzir a desigualdade e assegurar que o aprendizado ocorra na idade certa, com colaboração entre o Estado e municípios.


Métodos de avaliação

Em relação à leitura, a verificação do desempenho dos alunos é realizada por meio de avaliações periódicas que medem a fluência. O processo envolve gravar os estudantes lendo textos e palavras para o sistema da Secretaria da Educação (Seduc-SP). Tânia explica que a leitura não pode ser apenas mecânica: “Não adianta a criança ler de forma truncada. Tem que ter velocidade, precisão e entonação”.


Plataformas online

A Seduc-SP também disponibiliza aos professores e alunos plataformas de aprendizado online como Elefante Letrado (voltada à leitura) e a Matific (voltada à matemática), ambas integradas ao Programa Alfabetiza Juntos SP. "Cada aluno tem sua senha e consegue acessar em casa", comenta a articuladora.


Desafios tecnológicos

A conectividade é apontada por Tânia como um dos maiores gargalos atuais para o uso das plataformas educacionais e de avanços no Alfabetiza Juntos SP. De acordo com ela, o sinal de internet no ambiente escolar é lento e precisa ser aprimorado. A articuladora também destaca a necessidade da aquisição de ao menos mais 10 tablets, além dos 15 que já foram comprados pela Prefeitura, para atender a demanda de alunos e professores. Ela também comentou sobre a importância de uma sala de informática, "mas já existe um processo para a instalação", revela.


Relatórios mensais

A articuladora destaca que o trabalho exige rigor burocrático, com relatórios mensais e evidências fotográficas de todas as ações pedagógicas. “Tudo precisa ser documentado. É necessário comprovar que as atividades foram realizadas".


Foco na educação infantil

Tânia diz que a prioridade do Estado é a educação infantil. Uma das diretrizes atuais é a reformulação do ensino para os menores, priorizando o desenvolvimento motor em vez do uso excessivo de apostilas. “Eles não querem papel, principalmente no maternal... é para desenvolver a pinça e a motricidade fina e grossa”, explica ela, ressaltando que o brincar com objetivo pedagógico é essencial para os resultados futuros.


Espaço lúdico

Aliado a essa estratégia, ela idealizou um espaço lúdico para aulas práticas de exatas e outras disciplinas, que batizou de “Estação do Brincar e Aprender”, onde o erro é permitido e o aprendizado ocorre por meio de experimentos. "A proposta é que, em um dia da semana, o professor saia da sala e venha aqui para ter uma aula diferente... se caiu, sujou, não tem problema", conclui.

 
 
 

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