Morador se recupera após quadro grave de dengue hemorrágica
- Redação

- há 20 horas
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O aposentado Luís da Silva, de 87 anos, recebeu alta após enfrentar um grave quadro de dengue hemorrágica. Ele ficou internado por oito dias, sendo três no Centro Médico de Motuca, enquanto aguardava transferência, e outros cinco na Santa Casa de Araraquara.
Sintomas
Os primeiros sinais da doença foram mascarados por dores que Luís já enfrentava. Inicialmente, ele não suspeitou de dengue, o que acabou atrasando a busca por atendimento. "Vinha sentindo dores no nervo ciático e achava que era por causa disso", comenta. A situação agravou-se rapidamente. “Terça-feira tomei um banho (...) e depois me deu um frio na boca da noite, tremia tanto que batia o queixo”, descreveu ele, sobre a piora nos sintomas, que logo evoluiu para hemorragia, vômitos e manchas vermelhas pelo corpo.
Plaquetas em nível crítico
Ao procurar atendimento no Centro Médico, exames revelaram queda acentuada das plaquetas, que chegaram a 12 mil — muito abaixo do nível normal, entre 150 e 450 mil. Diante da gravidade, Luís foi transferido para atendimento especializado em Araraquara.

Família de fé
Sua esposa, Natalina Brio da Silva, de 82 anos, esteve a todo o momento ao seu lado e revelou os momentos de preocupação. “O médico falou que nunca pegou um caso como o dele, que era de morte", relata. "Por ele ter melhorado, comentou que a nossa família é de muita fé... e todos da nossa igreja oraram por ele", completa ela, que elogiou as equipes que atenderam Luís tanto no Centro Médico de Motuca como na Santa Casa de Araraquara.
Origem da contaminação
Luís acredita que foi contaminado em Motuca pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras arboviroses como zika e chikungunya. "Não saí daqui, então pode ter sido em casa ou na rua".
Vírus tem força
Esta não foi a primeira vez que Luís teve dengue. Segundo o aposentado, há cerca de seis anos, ele e a esposa também foram infectados, mas com sintomas leves. “Na época, foi tranquilo, só tivemos dor no corpo”, relembra. “Agora veio para derrubar. Mostrou que o vírus tem força”, compara.
Caso de morte e internação
Motuca possui histórico recente de casos graves de dengue, incluindo um óbito. Em maio de 2024, o aposentado Walter Bonifácio, de 89 anos, morreu após complicações causadas pela doença, incluindo choque hemorrágico e hemorragia digestiva, conforme atestado médico divulgado na época pela família. Além disso, no mesmo ano, uma idosa do município também foi diagnosticada com dengue hemorrágica e precisou ser internada em razão da gravidade dos sintomas. Felizmente, ela se recuperou.
Alguns dos principais aspectos da forma grave da dengue incluem:
Sinais de Alarme: A dengue grave é marcada por sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos em cavidades corporais, sangramento de mucosa e hemorragias. Esses sintomas indicam uma evolução desfavorável da doença e a necessidade de cuidados médicos urgentes.
Complicações: A dengue grave pode levar a complicações como choque hemorrágico, insuficiência de órgãos, hemorragias graves e síndrome de extravasamento capilar. Essas condições representam um risco iminente à vida do paciente e exigem intervenção médica imediata.
Tratamento
O tratamento da dengue grave envolve cuidados intensivos, monitoramento constante dos sinais vitais, reposição de líquidos, transfusão de sangue em casos de hemorragias e outras medidas de suporte. A intervenção médica precoce é crucial para reduzir o risco de óbito.




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