Gestão compartilhada e a importância do debate
- Irineu Ferreira

- há 3 dias
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No dia 15 de janeiro de 2026, o ex-presidente Michel Temer elaborou um artigo que achei interessante. Ele descreveu um país com seu olhar de ordem e progresso. Palavras que constam na bandeira brasileira, ou seja, que remetem a uma sociedade institucionalizada, com suas regras, direitos e obrigações de todo cidadão. Tomo a liberdade de trazer uma reflexão sobre os pequenos municípios que, de maneira geral, são iguais e padecem, muitas vezes, da falta de recursos financeiros.
Por que resolvi escrever sobre isso, além das considerações do ex-presidente? É que, dias atrás, dois amigos quase se pegaram de soco, a lembrar o ex-boxeador Miguel de Oliveira, simplesmente porque não concordaram sobre o aspecto financeiro dos municípios. Ora, todo cidadão, não importa o tamanho do município, vive em uma organização com suas leis e regras, que podem ser municipais, estaduais ou federais. No nosso caso, pertencemos a uma pequena cidade; portanto, vivemos também sob regras. Para nós, é importante conhecer um pouco de todas elas, além de certos costumes da população que vêm de outros locais ou nascem aqui mesmo.
Vamos a um exemplo de sociedade de gestão compartilhada. Se você vai a um jogo de futebol, isso não é uma sociedade; é apenas um evento momentâneo, uma reunião rápida e passageira. Agora, uma reunião de qualquer time, com seus dirigentes, isso é uma sociedade, pois se baseia em estatutos e em seus preceitos. Desta forma, uma sociedade com alguns vícios pode se pôr em desordem.
Quando não há obediência institucional, o município pode ficar à deriva em muitas coisas, até mesmo na questão financeira. Que em nosso caso, gerou a briga dos dois amigos: um achando que o município tem recursos e o outro achando que não. Vemos, em algumas cidades, que a população ajuda a gestão em atitudes meramente simples, como, por exemplo, adotar uma praça ou colocar avisos de “proibido jogar lixo” em locais onde há muito lixo acumulado, cabendo a sociedade apenas abrir um canal de comunicação, para avisar a área competente.
É muito triste ver lixo de toda espécie nos limites entre o urbano e o meio rural. Há de tudo: isopor, vidros, pneus, sofá, resto de víscera de animais e entulhos. Engraçado pensar que somos todos responsáveis pelo meio ambiente, pela saúde e, principalmente, pela água, que às vezes escorre sem parar, demorando semanas para ser consertada em alguns lugares. Ora! Quem será que está jogando este lixo? Precisamos nos envolver mais nessa empreitada de gestão compartilhada, ser mais parceiros nessa tarefa. O debate é extremamente importante, mas não como os dois amigos estavam fazendo. Violência não pode ser a solução! Mas o diálogo, este pode acontecer em qualquer lugar, até na mesa de um boteco. O que não pode é perder o espírito republicano, uma regra que jamais pode ser esquecida.




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