Alunos de Técnico em Agronegócio aprendem a importância da correção e nutrição de solo
- Redação

- há 4 horas
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Alunos do Ensino Médio da Escola Adolpho Thomaz de Aquino, de Motuca, que cursam a formação de Técnico em Agronegócio, participaram de uma palestra sobre análise, correção e nutrição do solo. A atividade foi conduzida pelo engenheiro agrônomo e acadêmico Reynaldo Nascimento Junior, a partir de convite do Diretor de Agricultura Thiago Pereira da Cruz, e abordou desde a coleta de amostras até a interpretação dos resultados para definir as necessidades de cada cultura.
Durante a palestra, Reynaldo explicou que a análise permite identificar características do solo e determinar a quantidade de nutrientes e corretivos necessária para o desenvolvimento das plantas. Entre os parâmetros apresentados aos estudantes estiveram pH, fósforo, potássio, cálcio, magnésio, matéria orgânica e outros componentes considerados na avaliação da fertilidade.
“Sem uma análise a gente não consegue fazer nada, pois é preciso ter a base de estrutura de solo”, destacou Reynaldo, que é nascido em Motuca e vem desenvolvendo a carreira no agronegócio.
Análise orienta aplicação de adubos e corretivos
Reynaldo mostrou aos alunos que conhecer previamente as condições do solo permite calcular a quantidade de insumos necessária para determinada cultura. Dessa forma, a recomendação de adubação e correção é feita a partir dos resultados obtidos, em vez de utilizar uma quantidade estimada sem considerar os nutrientes que já estão disponíveis na área.
O engenheiro agrônomo também explicou a função do calcário na correção do pH e na disponibilização de cálcio e magnésio. “Os resultados da análise são utilizados para definir quais produtos devem ser aplicados e em quais quantidades”, destacou.
Alunos aprenderam como coletar amostras
Também foram apresentados os procedimentos para a coleta. O profissional explicou que áreas com características diferentes devem ser analisadas separadamente. Diferenças de relevo, idade das plantas, culturas existentes e histórico de adubação podem exigir amostras distintas.
Os estudantes receberam orientações sobre a retirada de amostras em diferentes pontos do terreno. O material coletado deve representar a área analisada e, após ser reunido e misturado, uma parte é encaminhada ao laboratório. O resultado serve posteriormente de base para a recomendação técnica. Após a explicação em sala, a atividade teve continuidade com uma demonstração prática de coleta de solo em um campo de futebol da escola.
Experiência profissional
José Henrique Pulcinato dos Santos, de 16 anos, é um dos estudantes do curso. Ele contou que sua turma escolheu o Agronegócio entre as duas opções de formação apresentadas aos alunos e que as aulas começaram neste ano, integradas ao Ensino Médio.
José contou que se identifica com a área por viver em uma região com presença da atividade agrícola e pelas possibilidades profissionais relacionadas ao setor. “Aqui é interior e tem bastante terra, com várias oportunidades de trabalho”, afirmou o estudante. A formação já possibilitou ao aluno uma experiência profissional. José relatou que realiza estágio em uma empresa de Motuca relacionado ao curso, com jornada de quatro horas pela manhã.
Sobre o curso
O Técnico em Agronegócio integra o Itinerário de Formação Técnica e Profissional do Ensino Médio Paulista e permite ao estudante obter formação profissional enquanto cursa a educação básica. O curso aborda produção agropecuária, logística, comercialização, qualidade, gestão de negócios e uso de tecnologias, com conteúdos relacionados ao aumento da produtividade e à preservação dos recursos naturais. A formação busca preparar os alunos para atuar em empresas do agronegócio, cooperativas, indústrias e órgãos públicos, além de oferecer conhecimentos que podem servir de base para a continuidade dos estudos em áreas como Agronomia, Medicina Veterinária e Engenharia Agrícola.
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