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Mãe de filhos autistas destaca importância da conscientização e da garantia de direitos

Atualizado: 24 de abr.


“É preciso criar ações concretas para garantir que todas as pessoas, independentemente de suas diferenças, sejam respeitadas e incluídas na sociedade”

A enfermeira Kleide Brandão possui três filhos. Dois deles foram diagnosticados com Transtorno do Espectro Autismo (TEA): Samuel Davi de Oliveira Brandão, de 8  anos, e João Lucas de Oliveira Brandão, de 4 anos. Além da luta que vem travando para um atendimento especializado aos filhos, ela também busca melhorar o aprendizado deles no ambiente escolar.


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Comportamento

Cleide destaca a necessidade de empatia com as pessoas autistas a partir da compreensão de seus comportamentos. “Se ele acostuma com um objeto como um copo ou um prato, vai querer usá-los para o resto da vida. Ele segue uma rotina e é preciso entender isso. Se, por, exemplo, muda um motorista ou monitora do transporte escolar, ele certamente entrará em crise”, explica.


Marco para a defesa dos direitos

Cleide menciona a Lei Berenice Piana, Lei nº 8.604 de 2010, destacando sua importância para a defesa dos direitos das pessoas autistas. “A lei tem pouco mais dez anos. Até então, muitas crianças autistas não eram diagnosticadas ou tiveram diagnósticos tardios, até mesmo na idade adulta”, relata.


Necessidade de conscientização e apoio

Ela ressalta a importância da conscientização da sociedade, da formação adequada dos profissionais e do apoio institucional para promover a inclusão e o desenvolvimento das crianças autistas. “É preciso criar ações concretas para garantir que todas as pessoas, independentemente de suas diferenças, sejam respeitadas e incluídas na sociedade”, diz.


Garantia de direitos

Kleide cita vários direitos às famílias com filhos autistas garantidos na legislação e que devem ser oferecidos como: professora para atendimento específico no ambiente escolar, presença de uma monitora individual no transporte, descontos em cinemas, viagens de avião e na energia elétrica, acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC-LOAS) (um tipo de pagamento mensal às famílias em situação de vulnerabilidade social para auxiliar no cuidado e manutenção das crianças autistas) e fila preferencial em diversos estabelecimentos..


Problema enfrentados

Cleide aborda as dificuldades encontradas no desenvolvimento de um de seus filhos autistas ao mudar com a família de Araraquara para Motuca. Ela mencionou que, na escola local, seu filho começou a regredir, atribuindo às diferenças ao método de ensino e à falta de capacitação dos profissionais em comparação com a escola onde estudava anteriormente. “Os alunos autistas têm direito a uma professora que atenda individualmente. A escola oferece um monitor com pouco treinamento e sem formação específica, o que prejudica no desenvolvimento”, pontua.

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