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Policiais foram acusados de agressões, ameaças e abusos


Maior parte dos moradores apresentou queixas relativas às abordagens e multas geradas por infrações no trânsito. Foto: Arquivo

As principais acusações contra os Policiais Militares (PMs) de Motuca foram agressões, ameaças e abusos que, de acordo com a conclusão da Sindicância, não foram comprovadas. Concentraram-se principalmente num contexto de abordagens e multas geradas por infrações no trânsito.


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As principais, sobre as agressões, foram apresentadas por um motorista de carro e outro de moto. O primeiro afirmou que foi retirado à força de sua casa, que resultou em lesões no antebraço, pescoço e nas costas. No segundo caso, o motorista da moto acusou um dos policiais de jogá-lo ao solo e de dar-lhe um soco na barriga . A Sindicância concluiu que os policiais utilizaram o "uso da força", com a justificativa que ambos resistiram à prisão.


Sobre as ameaças, foram duas acusações. A mais grave foge à regra das abordagens no trânsito. De acordo com um morador, um policial lhe disse que “iria estourar os dentes” caso voltasse a “mexer” com sua namorada. Ele negou que mencionou algo malicioso e que se limitou a cumprimentá-la. O policial também negou que tenha ameaçado, mas buscado apenas conversar com ele sobre o episódio.


A outra acusação de ameaça foi declarada por uma namorada de um condutor autuado por infrações no trânsito. Em uma das abordagens ela teria demonstrado irritação, pois considerava perseguição, já que era a terceira vez que o namorado era parado pela viatura. Diante disso, de acordo com ela, um dos policiais disse que acompanhava o que ela postava nas redes sócias e pediu para “tomar cuidado”.


O namorado afirmou que o policial foi grosseiro e que ameaçou prender o veículo se estivesse na rua. Além disso, declarou que a namorada teve sua privacidade violada quando um policial manuseou o celular dela para visualizar posts do Facebook.


Todas as acusações foram contestadas pelos policiais, que afirmaram agir de acordo com as normas de segurança. A sindicância não identificou ilegalidades em suas condutas e apontou que os próprios declarantes confessaram que transitavam com seus veículos em situação irregular.


Aumento das fiscalizações e autuações

O comandante interino Jeferson Aldrei Benedicto, da Polícia Militar de Motuca, declarou que foi procurado por moradores reclamando das autuações no trânsito, mas que não foram apresentadas queixas de abusos e excessos. De acordo com ele, o aumento nas autuações foi motivado por maior fiscalização no trânsito em determinado período.


Um dos policiais citados pelos moradores declarou que, logo após sua transferência para a cidade, foi informado que motoristas com carros rebaixados "vinham trazendo desordem", o que o levou a fiscalizar os veículos. De acordo com ele, as abordagens foram realizadas de acordo com Procedimentos Operacionais Padrão e dentro da legalidade.

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