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Obra de Dias Gomes inaugura o período mais fértil das telenovelas brasileiras


O Bem Amado foi uma das obras mais ricas e divertidas da dramaturgia brasileira. Contava para o público histórias fantásticas da lendária cidade chamada “Sucupira”, com seus moradores como Odorico Paraguaçu, irmãs Cajazeiras, Zeca Diabo, Dirceu Borboleta, entre outros.

Exibida em 1972, “O Bem Amado” foi um marco na televisão brasileira, sendo a primeira novela transmitida em cores, exibindo histórias e personagens genuinamente brasileiros, além de ser a primeira obra que satirizava a política em plena ditadura militar.

Dias Gomes criou seu mais famoso anti-herói - o prefeito de Sucupira “Odorico Paraguaçu”, um personagem cativante, impagável, de fala pomposa e divertida, sempre com uma ideia mirabolante e uma falcatrua para pôr em prática a fim de angariar votos a seu favor.

Uma das características mais hilariantes do Bem Amado era o fato de que, salvo alguns raros personagens, todos ali tinham culpa no cartório. Desde as irmãs Cajazeiras que, hipocritamente posavam de damas recatadas, até o matador arrependido Zeca Diabo que havia prometido a padre Cícero não matar mais ninguém.

Adaptado e dirigido por Guel Arraes, o filme sobre a dramaturgia conta a história de Odorico Paraguaçu, que elegeu-se prefeito tendo como principal compromisso a construção de um cemitério na cidade.

O problema é que ninguém morria em Sucupira e o prefeito não conseguia inaugurar sua obra. Após várias peripécias (como contratar um matador de aluguel) acaba sendo ele mesmo – Odorico - o defunto inaugural.


Texto originalmente publicado na 22ª edição no Jornal Cenário.

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#cultura #anaroma

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