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Vereadores se manifestam sobre caso de morador que perdeu prazo para o transplante de rim

Atualizado: Mar 6

O caso do morador que perdeu prazo para o transplante de rim em São Paulo após não conseguir veículo com motorista na Secretaria de Saúde repercutiu na Câmara. Em pronunciamentos na Sessão de segunda (2), vereadores apontaram a necessidade de apurar eventuais falhas para que o problema não volte a se repetir.


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“Não podemos agir como agimos nesse caso, quando um cidadão foi buscar seus direitos e foi tratado com descaso tanto pelo funcionário que o atendeu como pelos gestores”, vociferou o vereador Altair Pereira da Cruz. De acordo com ele, a Prefeitura prioriza outros setores em detrimento da saúde. “Gosto de festas, mas gastar R$ 70 mil numa festa e não ter motorista de plantão para salvar uma vida me revolta”, acentuou.


Para o vereador Marcos Donizete Rodrigues Faria (Tuca), houve erro de comunicação. “Procurei saber e fui informado que esse fato não chegou até o Secretário de Saúde Márcio Contarim”, apontou.


O vereador Gabriel Muniz da Silva avaliou equívocos da administração, mas ponderou sobre a busca de maiores esclarecimentos entre as partes envolvidas. “A gente tem que deixar claro que houve falha, sim, da administração, que não pode mais acontecer, mas, também, de certa forma, houve um equívoco do morador, que talvez deixou de procurar se documentar e ser mais ágil, pois a gente sabe que nessa situação de transplante é difícil uma programação perfeita”, explicitou.


Da mesma forma, Irineu Ferreira considerou a necessidade de cautela, mas não descartou a utilização de mecanismos institucionais do Poder Legislativo. “Não acho correto externar opinião antes de falar com os envolvidos diretamente, mas, se tiver conteúdo satisfatório, poderemos regimentalmente criar uma Comissão Especial de Inquérito (CPI) ou até fazer uma moção de repúdio”, sublinhou.


Já a vereadora Danielle Mércia Petrazzo Facineli pediu para que o presidente Alison de Souza Mares Rodrigues, responsável por transportar o morador a São Paulo, se manifestasse sobre o caso. “Peço para você relatar os fatos verdadeiros aqui, pois a gente quer saber a verdade. Você foi o vereador que estava presente ... então a verdade tem que ser dita”, provocou.


O presidente Alison preferiu não se posicionar publicamente sobre os detalhes da viagem, mas avaliou erros de ambas as partes. “Prefiro não me manifestar, pois é um caso polêmico. Temos que apurar os dois lados e não quero aqui correr o risco de criticar a família ou o lado da Prefeitura, mas em minha opinião, houve, sim, falha dos dois lados. Mas prefiro que a justiça investigue e, caso for intimado, irei falar tudo o que aconteceu do começo ao fim”, destacou.

Vereadores reunidos na Câmara. Foto: Arquivo

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