Ricardo nega as acusações e diz que buscará anulação do ato para retomar ao cargo
- Redação

- 8 de mai.
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O ex-prefeito de Motuca e professor de matemática João Ricardo Fascineli afirmou, em entrevista ao Jornal da EP, que irá recorrer à Justiça para tentar anular a decisão administrativa que determinou sua demissão da rede municipal de ensino. Exonerado após a conclusão de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), ele nega as acusações e sustenta que o procedimento foi conduzido sem provas materiais e com motivação política.
Assista a íntegra da entrevista:
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A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Município na terça-feira (5). Segundo o extrato da decisão administrativa, a Comissão Processante concluiu que houve “conduta de cunho sexual impróprio”, “importunação visual”, uso inadequado de aparelhos celulares em sala de aula, com acesso à filmes pornôs, desídia pedagógica e promoção pessoal durante as aulas. A penalidade aplicada foi de “demissão a bem do serviço público”, além da declaração de incompatibilidade para ocupar cargo público municipal pelo prazo de cinco anos, até 2031.
Durante a entrevista, Ricardo afirmou que todas as acusações partiram do relato de um único aluno do sétimo ano, parente de pessoas com quem possui conflitos, e levado a uma professora que, na época, estava sem sala e passou a ocupar o seu lugar após o seu afastamento. Ele afirmou, ainda, que não existe foto, vídeo, áudio ou mensagem que comprovem as acusações.
O ex-prefeito também declarou que o Processo Administrativo foi conduzido por uma Comissão indicada pela atual gestão municipal e alegou que houve irregularidades na condução do PAD. Segundo ele, a procuradora do município, Roseli de Melo Franco, não poderia participar do procedimento por já ter mantido disputas judiciais anteriores com ele.
Ao comentar as acusações relacionadas ao conteúdo das aulas, Ricardo disse que utilizava atividades como Sudoku e análise do Hino Nacional com finalidade pedagógica. Segundo ele, os exercícios buscavam estimular o raciocínio lógico e avaliar dificuldades de leitura e escrita dos estudantes. Ele também confirmou ter ido algumas vezes de bermuda para a escola em razão do calor, mas afirmou que nunca havia recebido advertência sobre a vestimenta.
Sobre a acusação de promoção pessoal, o professor declarou que mostrou materiais sobre a carreira esportiva do filho após questionamentos dos próprios alunos. Segundo ele, a apresentação ocorreu ao final das aulas e não comprometeu as atividades letivas.
Ricardo afirmou ainda que a denúncia teria relação com disputas políticas locais. Ex-prefeito de Motuca por três mandatos, ele declarou ser alvo de perseguição de integrantes da atual administração municipal e relacionou o caso a conflitos políticos antigos na cidade.
Ele fez críticas ao atual prefeito de Motuca, Fábio de Menezes Chaves, afirmando que a administração municipal enfrenta desgaste político e que ele seria alvo de perseguição por representar oposição ao governo local.
Ao mencionar o atual secretário de gabinete e ex-vereador Renato Luiz Rateiro, Ricardo afirmou que existe uma rivalidade política antiga entre ele e relacionou o caso atual a conflitos iniciados após um episódio ocorrido em 2013, quando sofreu uma tentativa de homicídio posteriormente julgada pela Justiça. Renato contesta essa versão (acesse).
O ex-prefeito ainda criticou o presidente da Câmara Municipal, Alison, afirmando que o Legislativo não cumpre horários como servidor municipal por sua atuação como presidente e que não estaria fiscalizando denúncias envolvendo integrantes da atual administração.
Na entrevista, o ex-prefeito disse que, até o momento, não foi ouvido pela Polícia Civil sobre o caso. Segundo ele, apesar da existência de notícia de fato encaminhada ao Ministério Público, não houve convocação para depoimento ou apresentação de provas complementares.




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