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Reinfecção por Covid pode ser mais frequente do que se supõe, indica estudo da Fiocruz

“Estou de volta depois de me recuperar pela 2ª vez da covid. Fiquei pior dessa vez do que da primeira. Mas, nada grave, tive sorte! Nem todos têm, infelizmente. Casos de reinfecção aumentam, principalmente, com as novas variantes”.


O relato acima é da jornalista Marcela Rahal, âncora da CNN Brasil, que descreve caso de um segundo contágio pelo novo coronavírus, que pode ser mais frequente do que se supõe, conforme aponta artigo coordenado pelo pesquisador Thiago Moreno, do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), juntamente com UFRJ, do Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa (Idor) e da empresa chinesa MGI Tech Co.


O artigo será publicado em maio na revista Emerging Infectious Desease (EID), dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC/EUA). Os pesquisadores conluiaram que uma primeira exposição à Covid-19 em casos brandos ou assintomáticos pode não produzir resposta imunológica e que a pessoa pode se reinfectar, inclusive, com a mesma variante. A segunda infecção pode provocar sintomas mais fortes do que a primeira, indica o estudo.


A reinfeção pode surgir tanto pelo mesmo vírus, quando o organismo não criou uma memória imunológica para a criação de anticorpos, e também por uma nova variante, que escapa da vigilância e não seria reconhecida pela memória gerada anteriormente por ser um pouco diferente.


Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores acompanharam semanalmente um grupo de 30 pessoas de março de 2020, no início da pandemia, até o fim do ano. Destas, quatro contraíram o Sars-CoV-2, sendo que algumas foram infectadas pela mesma variante. Os pesquisadores, então, sequenciaram o genoma do vírus no caso da primeira infecção e depois na segunda para poder compará-los.

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