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Mogi chega a nível de 2014; como há 7 anos, é possível andar em parte de sua superfície

A seca que atinge a região é evidenciada pelo baixo nível dos rios. No Mogi-Guaçu, um dos principais do estado, a situação é considerada crítica, somente comparada ao que aconteceu há sete anos. Neste ano, assim com em 2014, é possível andar em parte de sua superfície onde pedreiras foram descobertas pela escassez hídrica.


Assista:

“Desde 2018 as chuvas estão irregulares em nossa região e neste ano piorou”, observa o produtor agrícola José Roberto Vaz de Lima, cuja família possui propriedade próxima ao Mogi. Ele voltou ao local com o Cenário após sete anos, quando a reportagem flagrou bois literalmente “pastando” no meio do rio. (Acesse a edição impressa da época).

Foto de 2014 mostra gado "pastando" no Mogi. Arquivo

Com 473 km de comprimento, o Mogi nasce na cidade de Bom Repouso, na Serra da Mantiqueira, no estado de Minas Gerais, e percorre a região nordeste e central do estado de São Paulo até desaguar no Rio Pardo, na divisa dos municípios de Pontal, Pitangueiras e Morro Agudo. Ao todo, passa por 40 municípios, incluindo Motuca.


De acordo José Roberto, o Mogi conseguiu se recuperar em 2015, ano com bastante umidade. “Esperamos que aconteça o mesmo agora, pois já observando vários prejuízos ambientais como varjões sem água e nascentes secas”, alerta.


Após longo período sem chuvas significativas, o final de semana passado recebeu entre 25 e 30 mm, o que amenizou a situação, mas ainda está longe de resolvê-la.


Veja fotos:


Seca também gerou incêndios que devastaram parte da área verde da região da região


Vegetação nativa atingida por incêndio neste ano em Motuca

E não é só pelo nível dos rios que observamos a gravidade de falta de chuvas na região. A seca neste ano também foi fator para vários incêndios em canaviais de grandes proporções, geralmente de origem criminosa, que devastaram parte de Áreas Verdes e de Preservação Permanente (APP). Assim como os rios, a regeneração é lenta e depende dos fatores climáticos para voltar ao que era, o que traz sérios prejuízos também aos animais, que não encontram locais adequados para se abrigarem.

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