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Mãe de filho autista conta como conseguiu mobilizar a sociedade e ajudar outras famílias da região

Karina Maia contribuiu para Araraquara ser referência no atendimento às pessoas autistas. Foto: Conselho Tutelar

“Também sou mãe atípica, meu filho é autista, chama Arthur, ele tem 11 anos. Graças a ele modifiquei o meu modo de pensar, o meu modo de ver a vida e, a partir daí, poder buscar todo o conhecimento para poder ajudá-lo e ajudar outras pessoas”.

Foi com o depoimento acima que Karina Maia, Coordenadora Executiva de Saúde da Pessoa com Autismo em Araraquara, iniciou palestra realizada a partir de iniciativa do Conselho Tutelar de Motuca na última quarta (17), no Centro Comunitário, em celebração ao mês do autismo.


Além de compartilhar sua experiência pessoal, ela explicou como, a partir de luta e mobilização junto com outras famílias, conseguiu tornar Araraquara referência no atendimento às pessoas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA). 


Público presente no envento

“Eu era apenas uma mãe que buscou, dentro de uma sociedade que ainda não se falava de autismo, se unir com outras mães num grupo de mães chamado “Ampara”, que começou como um movimento dentro do município e se tornou um ponto de apoio e orientação para mães em situações semelhantes”, ressaltou.


A mobilização culminou com a criação do Centro Municipal de Referência do Autismo "Aldo Pavão Júnior", a partir de apoio da Prefeitura de Araraquara, o primeiro no estado e que atende oito cidades da região. Por sua relevância, recebe visitas de representantes de governos de diferentes partes do país interessados em conhecer os serviços prestados.


“As terapias e a frequência das sessões variam de acordo com cada caso, seguindo as diretrizes preconizadas pelo Ministério da Saúde”, relatou. Aliado a isso, complementou Karina, as famílias também recebem apoio e capacitação, sendo um pré-requisito para a participação no programa a formação e orientação dos pais e cuidadores.


Karina ressaltou a importância de disseminar informações e de promover a conscientização sobre os direitos das pessoas com autismo, citando a Lei 12.764 como um instrumento legal que garante proteção e igualdade de oportunidades.


As integrantes do Conselho Tutelar Vanete, Mara, Fernanda e Caroline com a palestrante ao centro

Promoção de igualdades e oportunidades

“O autista hoje tem direito a tudo o que está da Lei”, destacou, mencionando o acesso a locais com atendimento prioritário e a busca pela promoção de igualdades e de oportunidades, além da adequação dos ambientes como escolas aos seus comportamentos. Ela explicou sobre os diferentes níveis de autismo e a necessidade da sociedade de se adequar a cada um deles.


Participaram do evento autoridades políticas de Motuca e da região, alunos e representantes da APPAE de Rincão, além de pessoas autistas da cidade e seus familiares. O evento também contou com a participação de Ellen Cristiny Soares Fernandes, de 14 anos, moradora de Motuca, que cantou o hino dos autistas. Click e assista abaixo:



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