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Em ano de pandemia, contágios de dengue diminuem vertiginosamente em Motuca


Nebulização realizada neste ano em Motuca após o aparecimentos dos primeiros casos. Arquivo

No ano em que a pandemia da Covid-19 vem causando apreensão e medo aos moradores de Motuca, outra doença também grave deu uma trégua. Após o município enfrentar uma epidemia no ano passado, com 135 diagnósticos, neste ano o número caiu até o momento para 9. O último caso positivo foi no final de abril. Desde julho as Unidades de Saúde não emitem notificações para casos suspeitos.


Apesar da relativa tranquilidade, a doença preocupa as autoridades de saúde local, especialmente com o advento do período das chuvas, que leva ao surgimento de criadouros do mosquito Aedes aegypti, também transmissor de doenças graves como a Chikungunya e o Zika vírus. Por isso, a orientação é que os moradores mantenham a casa livre de objetos que podem acumular água.


De acordo com a Vigilância Epidemiológica Municipal, durante todo o ano são realizadas ações de controle com as visitas casa a casa. Por causa da pandemia, foi alterado o protocolo e os agente vem orientando os moradores no lado externo da residência com cuidados de distanciamento para evitar contaminações pela Covid. Em todo o estado, já foram confirmados neste ano 188.718 casos positivos de dengue com 123 mortes.


É preciso eliminar os criadouros


A maior parte dos criadouros do mosquito são encontrados dentro das residências, e seus ovos podem resistir por aproximadamente dois anos em ambiente seco. Ou seja, se o local em que ele foi depositado – uma garrafa, um pratinho de vaso de planta, por exemplo – não for eliminado, o ovo ficará ali esperando uma oportunidade para eclodir, ou seja, quando chover.

A população deve ficar atenta ao acúmulo de água em locais como calhas, pneus velhos, garrafas, além de manter quintais sempre limpos. É preciso trocar a água dos pratos de plantas. Também deve-se tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água, para assim evitar sua proliferação.

Indica-se o uso de repelentes, com precaução quando utilizados em crianças pequenas e idosos. Também são recomendados o uso de espirais ou vaporizadores elétricos em horários que os mosquitos mais picam: ao amanhecer e ao final da tarde. O ar-condicionado inibe o mosquito, mas não o mata.

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