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Com poucas doses, no estado apenas dez cidades receberão a vacina contra a dengue



Vacina Qdenga passou por avaliações e foi considerada eficaz e segura para o público alvo. Foto:Divulgação

Dez cidades do estado, todas localizadas na região do Alto do Tietê, foram selecionados a receberem as doses da vacina contra a dengue a partir de critérios que levaram em conta histórico de contaminações e densidade demográfica. Em todo o país serão contemplados 521 municípios de seis estados e o Distrito Federal. A campanha iniciará em fevereiro e abrangerá apenas o público composto por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos com duas doses em intervalo de 90 dias.


A previsão é que sejam entregues 5,2 milhões de doses entre fevereiro e novembro de 2024. Outras 1,2 milhão serão doadas pela empresa. O esquema vacinal é composto por duas doses e a expectativa é que cerca de 3,2 milhões de pessoas sejam vacinadas. Estudos demonstraram que são seguras para crianças e adolescentes e possui eficácia de 80,2% com o ciclo vacinal completo. O imunizante também está disponível em farmácias e em clínicas particulares.


O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina, conhecida como Qdenga, em dezembro de 2023 análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec) e passou por todas as avaliações da comissão, que recomendou a incorporação.

Para apoiar estados e municípios nas medidas de prevenção e controle, o Ministério da Saúde repassou R$ 256 milhões para todo o país, em uma ação de reforço do enfrentamento da doença.


Do valor total, R$ 111,5 milhões foram transferidos ainda em 2023, em parcela única, para fortalecer a vigilância e a contenção do Aedes aegypti — sendo R$ 39,5 milhões para estados e Distrito Federal e outros R$ 72 milhões para municípios. Além disso, haverá repasse de R$ 144,4 milhões para fomentar ações de vigilância em saúde em todo o país.


A definição das cidades seguiu orientação técnica da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI) e da OMS e contemplou neste primeiro momento municípios de grande porte com alta transmissão nos últimos dez anos e população residente igual ou maior a 100 mil habitantes, levando também em conta altas taxas de contágios nos últimos meses.

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