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Caso de Covid descartado em Motuca dá positivo em exame particular

Na última terça (9), a Prefeitura de Motuca atualizou o Boletim Epidemiológico dos casos de Covid-19 na cidade, onde constava o aumento de 8 para 9 no número de descartados, quando o exame não detecta a presença do vírus em pacientes considerados suspeitos. A divulgação foi revisada hoje (15) após a confirmação da doença em uma criança de onze anos em um novo exame realizado em um laboratório particular de Araraquara. Desta forma, o número de casos subiu para 8, com 8 descartados e o surgimento de um suspeito.

Boletim divulgado hoje (15) com a revisão do caso

“Diante da postagem do Boletim Epidemiológico com o resultado negativo de milha filha, que a gente sabia que não era verdade, isso nos dava o direito de voltar nossa vida normal, só que a gente sabia, pelos sintomas, que ela estava contaminada. Então a gente decidiu fazer um novo exame”, relata a moradora Noelma Merces Pestana, que também foi diagnosticada com a doença, após contrair do marido. Uma outra filha, de três anos, também testou positivo.


Noelma considerou grave o procedimento adotado pela Secretaria de Saúde, classificando como negligência, e expôs em seu perfil no Facebook. De acordo com ela, as duas filhas fizeram o teste rápido após apresentar os sintomas, mas somente a mais nova testou positivo. “Ela ainda estava com pouco tempo do sintomas e, por isso, o teste rápido poderia dar negativo”, contou.


De acordo com ela, foi adotado, então, o teste swab, a partir de coleta de material biológico da narina e faringe, que é realizado três dias a partir do início dos sintomas. “No dia seguinte fomos informados que o teste colhido não seria analisado, pois algumas regras do laboratório teriam mudado e, por elas serem comunicantes (em contatos com familiares infectados), não seria realizado o exame, pois provavelmente seriam positivas e os exames delas seriam descartados”, apontou.


Secretário diz que Motuca segue protocolo e descarte do caso surgiu após manifestação do Adolfo Lutz


O secretário de saúde Márcio Aparecido Contarim afirmou que o município seguiu o protocolo preconizado pelo Ministério da Saúde e que a divulgação de que foi descartado o diagnóstico da criança foi motivada por manifestação do Instituto Adolfo Lutz, responsável pela realização dos exames. “A gente faz o que o Ministério orienta”, diz. “Fizemos o teste rápido, deu positivo para uma filha e negativo para outra e aí colhemos o swab, que eu mesmo fui levar ao Instituto Adolfo Lutz, que devolveu... temos todas as documentações”, afirma.


De acordo com Contarim, mesmo com o resultado descartado toda a família foi orientada a partir de documento assinado a permanecer em quarentena a partir do isolamento social.


Protocolo prevê realização de testes em casos específicos


Para o diagnóstico do Covid-19, o município disponibiliza dois exames: o swab e o teste rápido. O swab é realizado a partir da coleta de material biológico da narina e faringe do 3º ao 7º dia do início dos sintomas, podendo ser até o 10º. O teste rápido deve ser realizado do 8º ao 14º dia do início dos sintomas.


O isolamento domiciliar deve ser de 14 dias para positivo de covid-19 e comunicantes (quem reside na casa). Só poderá ser liberado o paciente que não apresentar sintomas por 72 horas.


Protocolo encaminhado pelo Ministério da Saúde ao município prevê a realização de testes em pessoas que procuram atendimento médico com os sintomas de quadro de síndrome gripal apresentando sensação febril ou febre acompanhada de tosse ou dor de garganta ou coriza ou dificuldade respiratória e que fazem parte dos seguintes grupos:

  • Casos suspeitos em instituições fechadas (ex: Usinas e Fábricas)

  • Profissionais da Saúde,

  • Profissionais da Segurança

  • Profissionais da Limpeza Pública,

  • Profissionais dos Transportes Públicos,

  • Pessoas com 60 anos ou mais;

  • Cardiopatas graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, infartados, revascularizados, portadores de arritmias, hipertensão arterial)

  • Pneumopatias graves (dependentes de oxigênio, portadores de asma moderada/grave, DPOC);

  • Imunodeprimidos

  • Doentes renais crônicos em estágio avançado (graus 3, 4 5)

  • Diabéticos, conforme juízo clínico

  • Gestantes de alto risco

  • População em situação de vulnerabilidade (morador de rua, quilombolas, povos indígenas).

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