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Não é piada de japonês


Quando o navio Kasato Maru atracou em Santos trouxe um pessoal muito gente boa. Nele, veio o sr. Akira Wa, que iniciou uma criação de bicho da seda, negócio muito próspero, na colônia em Motuca. Ele ficava admirado ao ver a fartura que tinha por aqui: peixe, caça, frutas das mais variadas. Era um paraíso, ainda mais para quem gostava de pescar como ele.

Só que o trabalho era estafante. Quase não sobrava tempo para as pescarias. Numa tarde, ele resolveu por conta tirar uma folga e foi até a beira do rio Monte Alegre. Como estava calor, com o barulho tranquilizante da água, caiu no sono. Nisso, passava um caçador de tatu e observou o japonês dormindo. Sacana, resolveu pregar uma peça.

Foi bem de mansinho, fisgou um tatu na linha da vara de pescar do seu Akira e jogou na água. Com o barulho, o japonês acordou assustado, fisgou e tirou o anzol para fora. Quando viu o caçador, não perdeu tempo e foi dizendo: “Olha, você é testemunha, com esse, é o terceiro tatu que fisgo hoje”.

Autor desconhecido.

Fonte: Recanto das letras

Texto publicado originalmente na 34ª edição do Jornal Cenário

Acervo completo do periódico


#cultura #causos

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