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Acusações mútuas entre Betão e Danielle marcam Sessão da Câmara



Sem matérias na Ordem do Dia, a 16ª Sessão Ordinária da Câmara Legislativa de Motuca realizada na noite de segunda (15) foi marcada por acusações e denúncias levantadas pelos vereadores José Roberto Legramandi (Betão) e Danielle Mércia Petrazzo Fascineli. Ambos intercalaram discursos ríspidos na Tribuna da Câmara.

A discussão foi, em certa medida, motivada por indagações de Betão sobre as atividades da Prefeitura, que vem sendo consideradas perseguições políticas por algumas autoridades municipais. Um requerimento de iniciativa do vereador, que solicitava à Prefeitura cópias dos processos de pequenas despesas efetuadas no regime de adiantamento referente ao período de 2017 até a presente data foi colocado em votação no início dos trabalhos. A propositura foi derrubada após articulação do prefeito Ricardo. Teve quatro votos contrários (Danielle, Alison, Tuca e Marcos Ferreira) e quatro favoráveis (Betão, Neu, Vera e Altair). Com o empate, o requerimento foi reprovado com o voto de minerva do presidente Gabriel Muniz.

Danielle, então, após autorização do plenário, emitiu um requerimento verbal aprovado por unanimidade que solicita esclarecimentos sobre eventuais irregularidades no desenvolvimento do plano de carreira do magistério em 2008, quando a responsável pela pasta da educação era a atual diretora de ensino municipal Elisabeth Rabalho Legramandi, esposa do vereador Betão. De acordo com a vereadora, na época foram pagos R$ 20 mil sem que o serviço fosse concluído.

Ofensas pessoais

O prefeito João Ricardo Fascineli acompanhou a Sessão. A vereadora Danielle solicitou que o prefeito utilizasse a Tribuna para se posicionar sobre as acusações, o que foi negado pelo presidente Gabriel com o argumento de que é necessário protocolar em período regimental a participação. Após a Sessão, Ricardo e Betão se encontraram na saída da Câmara e trocaram ofensas pessoais. De acordo com apuração do Cenário, ambos já procuraram o Ministério Público de Américo Brasiliense com intuito de encaminhar representações sobre as acusações.

Acesse o vídeo da Sessão na Íntegra:

Veja abaixo os principais pontos discursos dos vereadores:

Betão diz que valor gasto com alimentação em viagens se compara ao preço de caviar

Assim como em outras Sessões, o vereador Betão voltou a afirmar que falta transparência na gestão municipal após a reprovação do requerimento de sua autoria. “Engraçado quando a vereadora fala que está tudo no Portal de Transparência. Encontrei a retirada dos valores, mas as notinhas dos consumos não são lançadas. Até setembro deste ano tinha um valor de R$ 41 mil de gastos com alimentação. Onde está esse dinheiro? Estão comendo caviar?”, questionou.

Danielle argumenta que pedido é incoerente e o atendimento é inviável por falta de estrutura da administração

A vereadora voltou a falar que as movimentações financeiras estão no Portal da Transparência. De acordo com ela, faltou clareza na solicitação do vereador Betão. “É preciso ter coerência no que pedir. Notinha não está no Portal da Transparência. Pode ser atendido sim, mas de forma específica, pois não dá para tirar cópias de tudo. Estamos com carga horária reduzida e falta de pessoal. Deveria também pedir da gestão anterior. O prefeito na época (Celso) viajava para Matão e Minas Gerais com o carro da Prefeitura”, rebateu.

Danielle acusou esposa de Betão de pagar por serviço não realizado quando era responsável pela educação de Motuca

A vereadora Danielle Mércia Petrazzo Fascineli acusou a diretora de ensino municipal Elisabeth Rabalho Legramandi, esposa de Betão, de pagar pela elaboração do plano de ensino do magistério em 2008, quando era responsável pela administração, e cuja execução não chegou a ser concluída. “Passei a semana investigando. Vi que houve a contratação da empresa e foram pagos R$ 20 mil pela diretora de educação. Para onde foi esse dinheiro? Peço que seja instaurado um processo administrativo para que isso seja apurado”.

Betão defende esposa e afirma que plano só não foi aprovado na Câmara por solicitação de Ricardo, que iria ocupar a Prefeitura

O vereador José Roberto Legramandi defendeu a esposa Elisabeth Rabalho Legramandi e afirmou que a não aprovação do plano se deve a uma solicitação de Ricardo, que em 2008 havia conquistado a cadeira do poder executivo. “No final do ano ele se reuniu com os professores e pediu para que não colocasse em votação, pois gostaria de fazer adequações. Ele assumiu em janeiro sabendo que algumas parcelas estavam pagas. Depois entra na Prefeitura e faz uma varredura do que foi pago e o que não foi. Então (acusar agora) é alegar ignorância.....”.

Betão cobrou sindicância para apurar serviços de tecnologia na área educacional não executado por empresa

O vereador José Roberto Legramandi cobrou a abertura de sindicância para apurar eventuais irregularidades nos serviços de tecnologia na área educacional como a implantação de software para registro de frequência de alunos por biometria contratado pela Prefeitura, mas que não foi executado. “Foi firmado um contrato de R$ 70 mil com a empresa e quanto desse valor foi pago”, questionou. “Vamos pedir sindicância”, concluiu.

Danielle disse que empresa interrompeu serviços e Prefeitura pagou pelo que foi realizado

A vereadora Danielle afirmou que a empresa responsável pela prestação de serviços tecnológicos na educação não concluiu o contrato e a Prefeitura pagou pelo que foi realizado. “Está lá no Portal de Transparência se quiser ver todo o processo”.

Danielle disse que Betão foi conivente com episódio de corrupção na gestão de Celso quando era presidente da Câmara

A vereadora Danielle disse que o vereador Betão foi conivente com o episódio de corrupção na gestão do ex-prefeito Celso. “O senhor foi o pior presidente de todas as gestões. Na sua posição eu teria vergonha de estar sentado na cadeira de vereador por ter deixado a Marlene roubar R$ 80 mil da educação. Você era amigo da Marlene no Facebook. Por isso não pediu investigação. Acho que o GAECO deveria investigar isso certinho. Temos que devolver o dinheiro aos cofres públicos”.

Betão diz que não está escrito na testa das pessoas que são bandidas

O vereador Betão se defendeu das críticas da vereadora Danielle e argumentou que não está escrito na testa das pessoas que são bandidas. “Tenho vários amigos no Facebook, inclusive seu marido, que também participou de reuniões com a Marlene. Só eu que não consegui ver que ela era bandida? Tenho que ter bola de cristal? Uma vergonha é o que a senhora fala”.

Betão disse que na Prefeitura direito não é para todos e acusou administração municipal de favorecer familiares

O vereador José Roberto Legramandi disse que na Prefeitura o direito não é para todos e acusou a gestão do prefeito Ricardo de favorecer familiares. “Se você observar quem está sendo favorecido é só família. Uma vergonha”. De acordo com ele, existem professores que poderiam dar aulas em outros locais, mas não conseguem uma adequação no horário de trabalho. Betão também levantou suspeita de que um cunhado do prefeito contratado para realizar serviços na área de tecnologia não vem cumprindo horários. “Eu já procurei duas vezes o funcionário e não se encontrava na Prefeitura. Mora no mesmo prédio da minha filha. Não sai de lá. É muito fácil montar o espelho dele certinho... porque o pagamento está vindo total”.

Cenário apurou que servidor realiza trabalho em horário alternativo

A vereadora Danielle não rebateu as críticas do vereador Legramandi sobre as acusações. De acordo com apuração do Cenário, o funcionário desempenha a função em horário alternativo, fora do horário normal de expediente da Prefeitura.

O Cenário irá repercutir os demais assuntos da 16ª Sessão Ordinária nas próximas postagens.

#câmarademotuca

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